Fim do brasileirão, fim das premiações e qual o legado?

Brasileirão de 2019 chegou ao fim no ultimo domingo, 08/12, na segunda feira tivemos a entrega das premiações individuais, seleção do brasileirão, bola de ouro e bola de prata.

Como em todas as edições da competição, algo fica de lição para anos seguintes. Neste ano tivemos 3 situações das quais merecem uma análise que ficará como legado no futebol nacional.

Vamos aos fatos:

  • Flamengo Campeão: O rubro negro carioca, sob o comando do português Jorge Jesus, mostrou para os demais times e seus respectivos treinadores que é possível disputar todas as competições em alto nível. 100% dos técnicos e dirigentes do futebol nacional optavam por uma competição, existia uma idéia de que o calendário era complicado e não existia tempo suficiente para disputar duas ou mais competições com a mesma performance. Jorge Jesus chegou ao futebol nacional e quebrou este paradigma, implantando uma idéia de futebol que resultou em uma campanha magnífica para o rubro negro carioca.

 

  • Santos Vice-Campeão: A equipe do técnico argentino Jorge Sampaoli terminou o campeonato na segunda posição, fato que para muitos torcedores não significa nada, porém um fato importante deve ser destacado, a equipe da baixada se consagrou como a melhor campanha de um segundo colocado, pontuação nunca antes atingida para um vice campeão. Antes que alguém afirme: “Não ganhou o campeonato”, vale lembrar que o elenco santista não estava nem entre os cogitados para a disputa pela vaga na libertadores. Fatio é, Jorge Sampaoli, assim como Jorge Jesus trouxe outra maneira de analisar e praticar o futebol. Com um elenco melhor, possivelmente estaria na briga pelo título até o final.

 

  • Cruzeiro rebaixado: A equipe mineira tida como um dos favoritos no inicio da competição, teve um final nada agradável. Com um plantel considerado forte o bastante para a briga pelo titulo, com jogadores de nome como Fred, Dedé e Thiago Neves, a raposa sucumbiu e foi rebaixada a serie b da competição nacional pela primeira vez em sua história. Um reflexo de seguidos erros na toca da raposa, casos de corrupção envolvendo dirigentes, salários altíssimos para jogadores veteranos e o pior de tudo, “panela” no time somado a negligencia da diretoria.

 

Esta temporada fica marcada como um divisor de águas no futebol brasileiro, Jesus nos mostrou que é possível jogar bem e vencer as competições sem aquele futebol retranqueiro, provou que não é necessário abrir mão de alguma competição.

Mesmo com um bom elenco, como o do Cruzeiro, a falta de planejamento e manutenção de laranjas podres pode custar caro.

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