Tricolor empata com o Santos na Vila Belmiro em clássico com manifestação contra o preconceito racial.

Em mais um clássico sem muitas novidades, São Paulo reage no segundo tempo e fica no 1 a 1 diante do time da Vila.

Após primeiro tempo apático do São Paulo que foi dominado pela equipe santista, o Tricolor arrancou o empate por 1 a 1 na Vila Belmiro e, por pouco, não virou o placar no clássico válido pela 33ª rodada.

Os anfitriões abriram o placar no primeiro em cobrança de pênalti, com Sánchez, e o São Paulo buscou o empate logo no início do segundo tempo com Dani Alves, o time são-paulino criou boas oportunidades para vencer na segunda etapa, porém não alterou o placar.

O tento não só confirmou a reação do São Paulo no clássico, como deu mais confiança aos visitantes. Melhor no segundo tempo, o Tricolor buscou mais as jogadas no ataque e levou perigo ao rival. Time são-paulino batalhou pela virada até o fim e, por pouco, não conquistou os três pontos na Baixada Santista.

 

Com o ponto conquistado na Baixada Santista, o Tricolor chega aos 53pts na competição e segue na quinta posição, na briga pelo G4. No próximo domingo 24/11, às 19h, na Arena Castelão, o São Paulo enfrentará o Ceará na pela 34ª rodada.

Um detalhe importante no clássico deste sábado foi a ação de conscientização contra a discriminação racial.

O Santos Futebol Clube e o Observatório da Discriminação Racial no Futebol se uniram para uma nova ação de conscientização, e contra o São Paulo, os jogadores do Peixe utilizaram números que mostram a desigualdade racial ainda presente no dia a dia das pessoas. A ação vai de encontro com o início da semana do Dia da Consciência Negra, que é celebrado em 20 de novembro.

Os números dos jogadores do Santos no clássico mostraram como a população negra ainda sofre no Brasil, seja de forma velada ou explícita. Números que representam não somente quão minoritárias são as pessoas negras em profissões, mas também com formações superiores, em diferenças salariais e outros dados alarmantes, como em percentual de vítimas de homicídios.

Confira abaixo o número que cada jogador do Peixe utilizou e seus respectivos significados:

Vanderlei – 1% Advogados

Luiz Felipe – 2% Diretores de filmes

Jorge – 3% Apresentadores de TV

Victor Ferraz – 4% Chefes

Carlos Sánchez – 7% Homens formados

Marinho – 11% Homens em comerciais

Evandro – 12% Ensino Superior

Diego Pituca – 16% Professores Universitários

Lucas Venuto – 17% Médicos

Jobson – 18% Ricos

Tailson – 19% Juízes

João Paulo – 24% Câmara

Eduardo Sasha – 29% Pós-Graduação

Pará – 31% Atores em filmes

Felipe Aguilar – 59% Feminicídios

Alison – 60% Intolerância Religiosa

Felipe Jonatan – 61% Presidiários

Luan – 64% Trabalho Infantil

Uribe – 70% Gravidez na adolescência

Jean Mota – 75% Homicídios

Everson – 79% Mortes Violentas

Gustavo Henrique – 85% Trabalho escravo

 

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